Cláudia Moscovich: inteligência emocional – vilão ou mocinho?

Educação mais ambiente adequado transformam o ruim em bom

* Mestre em Psicologia Cognitiva, coach internacional pela ICC/Diretora da cCIMm

A inteligência emocional se define como a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Ou seja , é o modo como gerenciamos nossas emoções e a dos outros que garantirão o bom resultado. Ela também é responsável pelo sucesso ou fracasso nas interações sociais nos vários aspectos da vida.

Fico de cara com tanta gente desperdiçando sua inteligência emocional para resolver problemas simples. No dia a dia é muito comum pessoas despreparadas bloquearem sua capacidade de tomar decisões e seu lado intuitivo por levarem para o lado pessoal críticas por uma autoestima baixa e falta de entendimento real da situação sem julgamento de valor.

A inteligência emocional é uma habilidade que pode ser usada para o bem ou para o mal. Se analisarmos um marginal veremos o seu uso para o mal. Desde o planejamento até o desfecho tudo muito bem organizado mentalmente. Mas que desperdício. Negligência? Maus tratos na infância? Delinquência. Explica mas não justifica.

Mas como podemos mudar isto? Se alimentamos em casa a falta de limites, a busca pelo material desenfreada dando presentes ao invés de amor ou , ao contrário, a mesquinhez dando migalhas em troca de chantagem emocional. Tudo isto pode resultar em que? Adultos hipócritas que maquiam a realidade por um amor próprio carente de tudo. Por outro lado, lares estruturados em valores, afeto e senso de altruísmo geram uma inteligência emocional positiva. Adultos que não se deixam manipular e que sabem se relacionar usando bem a sua capacidade de empatia, valorizando relações interpessoais, sabendo receber uma critica sem se afetar, sendo pró ativos , otimistas, empreendedores, colaboradores, encarando insatisfações de forma construtiva, e sendo flexíveis e adaptáveis . Quem a usa de forma positiva é resistente ao estresse e fica “de boa na vida”. O autocontrole e a autorregulação do comportamento imbuídos em valores de certo e errado, ética e moral são a chave para o sucesso de quem quer desenvolver esta habilidade ao mesmo tempo em que nos torna verdadeiramente humanos. Para tanto, se faz necessário o autoconhecimento que gera autoconfiança: motor da inteligência emocional. Um termostato adequado para identificarmos quando estamos de pavio curto ou se estamos dispostos a matar um leão com sorriso no rosto é determinante para sermos bem sucedidos.

Assim concluímos que educação mais ambiente adequado transformam o ruim em bom. Se tivermos tudo isto teremos a capacidade de defender nossa integridade e assim abalar as estruturas de quem nos enxerga dentro de um molde contaminado de pura inveja ou de pura mediocridade inserido na incapacidade de admitir sua necessidade de olhar pra si mesmo e procurar crescer também. Só assim chegaremos ao topo. Não se acomode. Mostre seu valor. Pense nisto!

Publicado originalmente em Gaúcha ZH: Opinião
Link original: https://goo.gl/o6VHiB
Publicado em  02/08/2017

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